12 de abr de 2019

Um novo olhar.

  Olá pessoas aqui é o Dani, beleza? Em um passeio com a Mary em Barra de São João, de uma hora para outra, eu que sempre fui louco por natureza comecei a reparar melhor em certos ângulos, certas flores e plantas, certas paisagens pareciam diferentes. 
  
  Peguei meu Alcatel basicão( que já me abandonou :(, tá louco o smartfone...) e comecei a tirar fotos e acabei gostando muuuuito da sensação.
  
  Acho que vou tentar comprar uma câmera assim que possível, pois tenho me animado muito com essa coisa de fotografar e acho que esse novo hobby vai ficar por um bom tempo rs.

  Separei aqui algumas, espero que não reparem nos equipamentos básicos, foco na diversão pessoas :) 

     Enquanto apreciava minha flor ...


    Eu lá, babando minha linda Mari e quase pisei nela, ela meio que dizia: _Ei!!! Olha eu aqui !!! Não pude evitar e tirei a foto, uma flor relativamente comum ao local, mas em uma ótica um tanto quanto diferente, e com a Mari mesmo que pequenininha qualquer foto fica boa rs :)

    Ah ... esse azul ...

  Passava por uma ruazinha, passeando por Barra e no muro de uma casinha percebi esse azul diferente, adoro flores mas sou meio tapado quanto aos nomes, acho que são detalhes diante de tanta beleza . 

  A dança dos coqueiros.

    Esse ponto, no Praião é um dos meus preferidos, sempre sento nessa grama, o vento é sempre abundante e os coqueiros dançam conforme o vento canta uma canção bela e agradável.

   Elas chamaram minha atenção.

      Em meio a muitas "bolinhas rosas" peguei essas duas tentando se enturmar, e com céu, coqueiros, nuvens ... não resisti. 

      A "bolinha rosa".
    
      Tá, não são exatamente bolinhas ... mas achei bonitinho o nome :) 

      Olha as "entronas".



   Olha elas tentando se enturmar com as "bolinhas".


    No quintal.

   Essas bem em frente a casa da Vó da Mari, quase entrando em casa, vê se pode :)

       Ainda no quintal ...

   ... ainda no quintal ...



   ... e é isso pessoas, algumas fotos simples mas de coração.

   Espero que tenham gostado e sintam-se em casa para dar nome as flores, eu realmente amo flores, mas não me apego aos nomes rs. 
  
   Sempre que puder, vou colocar algumas no meu instagram, ele tá meio largado, mas vou tentar dar uma agitada ok.

 Muito grato pela visitinha, fiquem bem :) 

   






29 de mar de 2019

O sabor de cada coisa.

  Olá pessoas aqui é o Dani, beleza?
 Sabe o famoso "murro em ponta de faca"? Como distinguir do persistir ou perseverar? Existe um sabor que difere um do outro, ou coisas diferentes podem ter o mesmo sabor? É possível separar esses sabores antes de experimentar cada prato? Fiz essas perguntas pois essa foi uma semana daquelas... coisas paradas, sem muitas perspectivas animadoras e uma tristezinha apertando o coração sabe, uma vontade de desistir sei nem bem do quê ... mas eu lembro de uma coisa sempre que isso acontece:_Já foi pior, esse sal forte já foi amargo.

   Hoje não escondo de ninguém que luto contra a síndrome do pânico, e uma das melhores sensações que eu sinto é cada dia que não tenho uma crise ( e já são meses!!! Uhuuuu!!!). Outro dia eu estava no Shopping com minha esposa, e eu fui ao banheiro, ela ficou na loja comprando tecidos e eu fui ao banheiro sozinho e no caminho ...cara ... era delicioso, eu sorrindo com os olhos marejados, quase trotando, livre e cara ... sim eu "só estava indo ao banheiro" ... mas sabe a quantos anos eu não pude fazer isso? No caminho de volta, é claro que minha gentil amada estava me aguardando, preocupada fora da loja, eu abracei ela bem forte, ela pediu desculpa (vê se pode tanta ternura em uma esposa) pois nem lembrou do meu problema quando eu avisei que ia lá sozinho, ela estava viajando (como sempre fica quando compra tecidos) mas eu queria isso ... eu precisava disso. É assim quando vou a padaria, ao mercado e muitas vezes me emociono pois sinto que estou vivendo novamente, ainda não como gostaria, mas estou vivendo e sinto na carne a teoria de que "a privação é o melhor tempero". 


  Se você perguntar se concordo com a frase eu faria uma correção, para o Dani, "a privação acentuou o gosto de muitos sabores". Sabe uma coisa simples que eu amava? A partir dos meus 14 anos mais ou menos, conheci um amigo que tinha uma casa em Rio das Ostras e ele sempre me chamava para passar o carnaval lá. Minha família passava por problemas, principalmente financeiros, mas eu tinha sempre um trocadinho, geralmente a passagem( quando não tinha carona) e um pouco para "emergências" ( que eu entendia como fliperama e guloseimas rs, é ... naqueles dias dava para comer e se divertir com muito pouco rs) e tínhamos problemas como toda família, e meus maravilhosos pais me davam esse agrado.
 Eu lembro de quase sempre "baldear", pegava um ônibus para Rio Bonito, de lá um para Casimiro de Abreu e emfim um para Rio das Ostras ... ah ... que sensação !!! Eu caçava uma janela, via a paisagem, conhecia pessoas e tive até algumas "tretas" ... mas eu era livre, estava vivendo, e essa simples viagem, sozinho, hoje não posso mais fazer (ainda tá ... to chegando lá!). É como se depois desse período mais crítico, o sabor de cada coisa tenha se apresentado melhor para mim, pequenas conquistas viram grandes festas e não me envergonho mais disso, já me envergonhei, mas isso é outro papo, época que eu supervalorizava opiniões e aceitação de quem parecia ser bom exemplo.



  Recentemente fui para Barra de São João com minha companheira e relembro esses momentos, ainda que acompanhado, já consigo viajar pequenas distâncias e sabe quando consegui? Quando verdadeiramente parei de lamentar por não conseguir mais viajar sozinho! Quando aceitei ajuda, quando olhei para o meu problema com a atenção e o respeito que ele merece, sem comparar com o que deveria ser ou com como eu "mereceria" que fosse, como um homem de 37 deveria ser ou estar. Aí foi que pensei, e quando estava quase totalmente desmotivado lembrei de minha companheira que também estava em uma semana complicada e me abri com ela, ela se abriu comigo e nos fortalecemos. E percebi que, nessa situação, tentar esconder os meus medos e problemas de minha amada, mesmo acreditando protegê-la, era esmurrar ponta de faca, e tem muitos problemas que tenho que resolver sozinho, mas aquele não era um deles.

  Hoje olho mais cauteloso, porém mais consciente para cada problema, sei que estou relativamente debilitado, mas me conheço melhor, me respeito mais, sou mais sincero comigo e assim, é relativamente mais fácil lidar com certas inseguranças e medos. O amanhã, quando chegar será presente, e o passado que me assola ou ensina, um dia foi presente, então é disso que tenho que me lembrar, cuidar do meu presente, e talvez ele seja um bom passado, e quando o futuro for presente, aí eu vou estar acostumado a lidar com esse tempo tão temido por meu despreparo. Vivo cada momento de uma vez, e não é que esqueço do futuro não, ele começa a chegar amanhã bem cedo, todos os dias que ainda posso viver nessa terra, é que eu acredito que ele é fruto de como trato principalmente meu presente. Essa é minha visão hoje e entendo perfeitamente que pode ser mais um equívoco lamentado no futuro, mas até aqui é minha forma de me manter de pé, e isso me basta hoje.

  E assim vou eu, hoje saboreando o real sabor de cada coisa, cada pequena coisa que antes de não poder fazer, pareciam tão sem sal, mas hoje percebo que em alguns momentos o sal estraga o sabor de coisas, pois alguns sabores pedem uma sensibilidade que parece frescura ou invenção para os que não tem e convenhamos, sou eu que estou experimentando certo? Então não vou jogar sal muito menos tirar o sal dos seus pratos, mas também vou exigir que deixem que eu tempere meus momentos, aceito concelhos de temperos e sou atento a cada especulação de novo sabor, mas eu experimento e vejo se merece sal, açúcar, pimenta ou se vou saborear sem nada.



  Cada situação pode ser apimentada o bastante para caso eu não esteja atento, me acostumar com essa ardência e depois de um tempo, ser incapaz de reconhecer paladares mais sutis ou leves, e agradeço por poder negar certos pratos que me oferecem. Sei que muitos acabam se acostumando com a pimenta e não conseguem mais reconhecer sabores que gostariam, mas por motivos mais fortes que seu gosto, tiveram que se acostumar com a pimenta e não puderam escolher. Aos que curtem pimenta ou o frescor de ervas finas não tenho concelhos ou ressalvas, apenas sonho com um dia que ser doce ou picante, sua amargura ou doçura não sejam motivos de longas brigas, mas de edificantes conversas pois entender o gosto do outro me ensina um pouco, me deixa mais preparado para se um dia eu mudar de gosto, experimentar ou for obrigado a aceitar um prato que não estou acostumado, seja lá qual for o motivo. 

  E é isso pessoas, muito grato pela visita, desculpem se o texto ficou meio salgado rs, espero de coração que o post sirva para entreter e dar uma perspectiva diferente quando for avaliar um sabor, que te lembre a perceber melhor o sabor de cada coisa :)

Imagens via : Pexels.


22 de mar de 2019

Idas e vindas.


  Olá pessoas aqui é o Dani, beleza? Quem nunca chorou por um abandono? Quem nunca abandonou? O fato é que quem parte pode deixar alguém, e quem fica pode não ter seguido alguém, e então quem é o culpado? O "abandonado" que não seguiu ou o "viajante" que não ficou? Existe um culpado? Levar alguém de um lugar ou evitar que alguém vá para um lugar unicamente para não "perdê-lo(a)" pode semear um sentimento de cobrança que regado com os erros do cotidiano, mudanças de ideologia ou tantas outras coisas que fazem parte do complexo direito de viver, crescem mais rápido e fortes do que possamos prever, conter ou controlar. E o pior é que fica um sentimento de troca, pois se eu fui ou deixei de ir por alguém, esse suposto sacrifício automaticamente coloca a pessoa "agraciada"em um patamar de devedor, como se meu sacrifício tivesse que ser retribuído obrigatoriamente e isso quase sempre é cíclico. O egoísmo alimenta o arrependimento, este passa a apontar os erros alimentando o medo das possíveis consequências, e esse medo se torna uma insegurança que se disfarça de coragem só para atacar até os que amamos e aos poucos vai minando qualquer relação. 


  Com a maturidade ampliamos(ou deveríamos ir ampliando) o campo de visão sobre esse tipo de assunto e podemos perceber que a carência flerta constantemente com o egoísmo, que o medo se disfarça de vários outros sentimentos, que dor e resistência são coisas muito pessoais e complexas para que possamos julgar "menor que" ou "maior que". Entendemos que nossa experiência com dor e perda não é necessariamente parâmetro para o outro pois, por mais semelhantes que possamos ser, o sentir é algo maravilhosamente subjetivo e irrevogavelmente pessoal. Talvez, uma chance de testar a confiança e fé no outro assim como fortalecer a em nós mesmos.

   Existem momentos na vida que em meio a decisões iminentes, não temos uma visão aberta o suficiente para perceber motivos alheios a nossa necessidade e nossa pressa não permite avaliar as necessidades e motivos dos envolvidos, não percebemos que mesmo sofrendo existe uma oportunidade de ajudar e ser ajudado, que mesmo sem admitir, outras pessoas podem estar sofrendo tanto quanto ou até mais que nós pois quem vai pode estar respeitando a vontade do outro de ficar, pode ter reconhecido que é importante para o outro não ir e abre mão de sua companhia por uma liberdade tão grandiosa que ele quer compartilhar mesmo que ao custo de dor e saudade, assim como quem fica pode ter apenas respeitado a decisão do outro e admitido com seu ato, tanto a fraqueza para acompanhar como a grandeza de abrir mão, e muitas vezes regado a sofrimento disfarçado de indiferença. Isso muda a visão sobre abandono independentemente de ir ou ficar.


  No fim das contas, tanto as cobranças quanto as expectativas são cargas muito pesadas para quem busca a paz e a tal serenidade. Respire bem fundo e que possamos ir ou ficar, acompanhar ou não sem cobrança excessiva, inclusive de nós mesmos, e que quando nos acusarem ou cobrarem, possamos identificar quem nos acusa e qual exatamente é o motivo da acusação, pois a vida é uma eterna semeadura e, hora estamos colhendo, hora estamos plantando. Respire bem fundo, pergunte o que é mais importante para você e mesmo quando errar, tente entender que isso é uma etapa imprescindível da vida, sempre machucaremos alguém e, quando nos machucarem, que nossa mente lembre dos nossos erros antes de atacar o outro, que a tal serenidade possa estar no controle ao invés da raiva. O perdão é um remédio que se doa para se curar e a vingança um veneno que se bebe esperando atingir o outro. Junto com cada dia nasce uma chance de perdoar, de aceitar que o outro tem o direito de não querer perdoar e mesmo quando sentir que não aceitarão seu perdão, se você sente vontade peça. Depois da raiva, o pedido fica como uma semente que pode florescer futuramente, regado pela maturidade, coisa que nem sempre será medida apenas pela idade, mas por como passa cada um de nossos minutos e o quão conscientes e menos reativos estamos nos tornando. Sorria :) Ame mais, sinta mais, pois a vida pode ser curta e o amor tem o dom de prolongar nossos dias.



     E é isso pessoas, espero que essas palavras possam trazer algum conforto, muito amor e paz, grato pela visitinha e fiquem bem :)

Imagens via : Pexels.

18 de mar de 2019

O medo de errar.


  Olá pessoas beleza? Bom, eu sempre considerei que alguns erros são parte importante de nossa formação, que alguns só fazem sentido quando sentidos na carne, que quando contados por outros parecem teorias incertas, doidas para alimentar nossa arrogância com um "ah ... se fosse comigo seria bem diferente" e somente sentir suas consequências podem trazer a real proporção e o real aprendizado. O problema é que algumas consequências são pesadas, traumatizantes e nos transformam negativamente, abrem porta para o medo deixar de ser um conselheiro e virar administrador. 


  Acredito também que isso difere de um indivíduo para o outro, e que em alguns casos o medo pode até ajudar a não cometer erros que trariam consequências irreversíveis, que a dúvida e anseio por algo que não se concretizou doem, mas nem tanto quanto uma consequência irreversível. E quem decide isso? Quem julga se é pior sofrer com a dúvida por aquilo que não fez e talvez devesse ou lamentar o que foi feito quando não deveria por conta do medo? VOCÊ!!!! Esse arrependimento ou dúvida são alguns dos muitos pagamentos pela tal liberdade de escolher. Mas a sociedade contemporânea parece mais preocupada em conseguir engrenagens para sua máquina do que indivíduos se desenvolvendo como humanos melhores. Julgamos e punimos as tentativas e erros que muitas vezes já cometemos e atacamos os que escolhem caminhos alternativos mesmo quando o nosso já se tornou um fardo, mesmo quando gostaríamos de ter forças para tentar algo novo. Não encorajamos ou sequer respeitamos algumas escolhas, quase com medo de seu possível sucesso que, de certa forma, abre possibilidade para meus conceitos estarem errados.



   Não estou aqui para julgar sonhos ou muito menos as necessidades de cada um pois cada um sabe onde seu calo aperta e cabe a cada indivíduo decidir seu "cedo ou tarde demais", mas é difícil tomar decisões vivendo em um tempo onde tudo tem um motivo correto, tudo tem grupos prontos para destruir qualquer ideal adverso vestidos de argumentos opressores e penas assustadoras, onde o respeito se torna demonstração de fraqueza e a tirania e opressão vistas como prova de vigor e força. Vendemos respeito aos nossos opressores e atacamos os livres só por serem "diferentes" de nós, os punindo por ter uma coragem que muitos de nós gostariam de ter. Parece que estamos sendo ensinados a ver tudo que é diferente como uma afronta. Temos medo de olhar para nossos medos e isso parece pequeno até ser muito tarde. Quando percebemos, já somos uma engrenagem e já fazemos parte de sistemas que pedem uma doação gigantesca de tempo e energia, e depois de certo tempo, seria irresponsabilidade deixar de ser essa engrenagem, certamente seria mais um erro, já não é só minha escolha e minhas consequências, já está entrelaçado a muitas coisas que me comprometi sem avaliar se merecia ou deveria, se aguentaria, já que naquela época seria um erro não tentar.



  É como se cada conquista consumisse 10% de nós, daí projetamos 11 conquistas e literalmente adoecemos, não entendemos como parece que nos falta esses 10%. O medo nos faz atacar até nosso eu quando esse eu busca nos livrar de algo que nos tornamos e nunca deveríamos ter sido, que não sustentaremos, quando ele sussurra uma verdade que ainda não estamos preparados para ouvir de nós mesmos, chama de ataque bons concelhos e chama de fraqueza a força de reconhecer uma limitação, mesmo que temporária. Ele encontra sempre um motivo justo para cometer as maiores covardias, nos faz fugir jurando estar correndo atrás e tentar destruir tudo o que não compreendemos só para não assumir a incapacidade de entender ou instigar novas dúvidas. O medo não precisa te aprisionar pois faz você não querer ser livre, ele não precisa te matar pois te mostra o lado bom de não viver e não te engana, pois você não faria isso com você mesmo já que é tão inteligente, faria?



  O objetivo do post não é atacar nenhum caminho, escolha ou muito menos inspirar um estilo de vida baseado em não se esforçar. Acredito que algumas conquistas são importantes e só vem com muito suor e sangue. Apenas acho, dentro de minha humilde opinião, que pensamos quase sempre direcionados por coisas externas, seja uma carreira ou um relacionamento, somos livres para decidir o preço que pagaremos para ter sucesso, mas o que nos motiva? O que nos direciona? E o pior, como estamos tratando os outros e suas decisões? Eu as respeito? Nesse mundo tão corrido, quase sempre não temos tempo para pensar e sem notar, passamos a fazer isso até quando não precisamos. É essa reflexão que tento incentivar, talvez com palavras não tão claras me desculpem, mas acreditem, espero que uma sementinha de reflexão tenha sido plantada. Não para te limitar, mas para te expandir, pensar pode parecer perda de tempo, mas sabe os felinos antes de um grande salto, as vezes parece que eles estão deitados, só descansando quando estão na verdade se preparando para um grande salto. Mas se você quiser só deitar e descansar também aí é contigo, só tente pensar com carinho antes de grandes decisões e escute o seu EU, mas se você não tiver tempo, que a sorte esteja com você :)

  
   E é isso pessoas, espero que a leitura tenha sido agradável, grato pela visita e fiquem bem :)

 Imagens via : Pexels.

15 de mar de 2019

Conexões.

  Olá pessoas aqui é o Dani, beleza? Eu estava lembrando da minha primeira lembrança em Aldeia Velha, lugar que amo desde que pisei a primeira vez. Essas lembranças são muitas e muito fragmentadas, nas primeiras eu tinha menos de 10 anos e confundo vários pequenos momentos, eu correndo com minhas primas na grama, a água gelada do rio arrepiando meu corpo, o cheiro da grama e o vento me obrigando a franzir os olhos. Tem um lugar que ficamos a primeira vez que fui e sempre que vou a Aldeia Velha, tento passar por ele e é sempre mágico, uma sensação indescritível, um misto de várias boas sensações, eu olho para as casas que, hoje estão diferentes mas consigo ver os carros parados na frente e ter flashs das pessoas, algumas hoje morando na saudade, e isso não muda mesmo ficando anos sem ir lá . Eu entro em uma espécie de conexão com um tempo passado por poucos segundos, quase me transporto, sempre sensações muito fortes, ao mesmo tempo dói e conforta, é sempre muito intenso.


  Sou muito ligado a natureza, gosto de andar descalço na areia, tocar árvores e plantas e creio que esses elementos trazem uma energia única, mas alguns lugares se tornam portais para mim. Eu literalmente me transporto para tempos e sensações que me reaproximam de quem eu sou e de quem sinto falta. É como se naqueles segundos, minutos ou horas eu não ligasse para nada, me libertasse e sentisse o que realmente preciso sentir naquele momento. Tenho uma memória abençoada no que se diz a minha infância e alguns anos atras, voltando do Rio de Janeiro para Niterói de barca em um domingo, entrei em uma das mais antigas, aquelas de bancos desconfortáveis de madeira e ao sentar próximo das janelas, ao ouvir um avião passar me teleportei para uma vez que meu saudoso avô me levou ao Rio. Eu lembrei do meu avô me mostrando um avião pela janela e cara, eu to chorando agora como chorei naquele dia. Um misto de saudade e exaustão quase indescritíveis, dói mas recarrega as lembranças, eu quase sinto o cheiro dele, quase vejo o rosto dele e lá no fundo da dor e desse estranho cansaço hoje percebo uma alegria e gratidão tão sutil e agradável que me pergunto por qual motivo não percebia antes.


  Hoje aos 37 anos, quase sempre consigo lidar bem com esse tipo de dor e não dói menos que antes pensar ou sentir essas coisas, apenas encontrei formas de entender que a saudade dói, mas também tem um pouco dos lugares e pessoas morando nela, que uma alegria muito pura e sutil, uma gratidão confortante vem a tona quando aceito que elas vieram, serviram um propósito e se foram, e não importa o quanto eu queira entender ou indagar os motivos, muitos deles estão além de minha pequena compreensão. Uso isso para dar mais valor aos lugares e pessoas que ainda posso visitar, entendo que um dia eles poderão ser isso, essa sensação e cuido bem de cada momento.

  Assim busco novas conexões, com pessoas, lugares e elementos, cada um ou grupo deles talvez um dia serão meus portais para lugares, tempos ou sentimentos que me ensinam a aceitar, a resistir, a amar ... 



  Entender e respeitar a dor e suas limitações impostas é aprender, fugir desesperadamente dela é ser domado, e cada sentimento bom que me dá coragem para enfrentar essa dor são como as presas do meu leão interior, indomável enquanto as possuir.

  E é isso pessoas, espero que a leitura tenha sido agradável, muito grato pela visitinha e fiquem bem :)

Imagens via : Pexels.

14 de mar de 2019

Série: Afterlife




 Olá pessoas aqui é o Dani, beleza? Sou muito eclético quanto a séries e se eu tivesse que destacar o principal fator para eu me prender a uma seria difícil, depende do meu momento. Certamente um dos mais importantes seria a sua capacidade de me fazer refletir e cara, nisso essa série me prendeu logo no primeiro capítulo. Um resumão sem spoilers? Um homem destruído por perder sua rasão de viver passa a flertar com o suicídio mas esbarra na dependência de sua cadela( ao menos essa foi a desculpa rs) e enquanto se afunda em um "manual do viver sem eu" deixado por sua amada, acaba tornando a vida de todos a sua volta uma penitência constante, escravos de seu humor negro/melancólico, sarcasmo e um vitimismo extremamente irritantemente.
  E aí tem de tudo: Amigos tentando ajudar, Tony "chutando" e quebrando algumas máscaras, Tony quebrando algumas caras pensando que eram mascaras, visões distintas sobre problemas sociais, lições de moral, reflexões , e até consequências muito sérias sendo meio que ignoradas e tudo com uma dose mista de humor e tristeza. Tem hora que quero quebrar a perna do Tony e tem hora que quero levar café e fazer cafuné no coitado. E se esticar mais vou entregar spoilers então fica uma dica pra uma série relativamente curta para "maratonar" no fds.

  Bjs do Dani e fiquem bem :)

8 de mar de 2019

Empatia nossa de cada dia.



Ola pessoas aqui é o Dani, beleza? Alguém aqui já esqueceu de se alimentar devidamente e sentiu aquela tontura, náusea ou algum tipo de desconforto? Cada um com seu limite, mas alimentação é uma etapa fundamental do dia dia, seja ela bem estruturada ou não, "saco vazio não para em pé" e é claro que existem pessoas que tem uma resistência maior, praticam o jejum, mas o corpo uma hora pede energia. Já notaram como tendemos a separar o emocional do físico? Certas emoções e sentimentos são como alimento, essenciais para uma vida saudável e harmoniosa com nossos próximos, mas ignoramos isso constantemente.

  Nenhum sedentário vai, só por ter decidido ou notado seus benefícios, correr uma maratona de 5kms sem ter algum problema. Se você nunca faz exercícios, não é saudável levantar 20kg na pura vontade  ou pode se lesionar e com os sentimentos não é diferente. Não praticamos sentir tantos sentimentos por medo, vergonha ou até mesmo limitados por paradigmas e a empatia é um que, na minha humilde opinião, poderia evitar muitos dos nossos problemas atuais. E sem esse papo de "fazer com o outro o que gostaria que fizessem comigo", isso até funciona com pessoas muito parecidas conosco, mas e quanto aos totalmente diferentes? Empatia vai muito além.

   Eu gosto de ilustrar o seguinte, o urso tem como um dos seus principais ataques o famoso abraço, e muitos felinos presenteiam seus donos com pedaços de carne, muitas vezes encontrados no lixo ou até mesmo algumas de suas caças, mas adivinha quem tá querendo te agradar? Uma gatinha minha certa vez trouxe um frango da casa da minha tia, miou me chamando com aquela cara de "viu meu humano, garanti o rango de hoje" e ela certamente queria muito me agradar, mas acabou me presenteando com algo que me trouxe transtornos.

  Fazemos isso o tempo todo, impondo formas de viver, carreira profissional, partido político, religião e tantas outras coisas, sempre pelo bem do outro, mas e o livre-arbítrio? Eu posso definir o que é certo ou errado para o outro? É muito comum pessoas que foram "salvas" por uma ideologia nova de vida, religião, carreira ou algo que aderiu para sua vida querer impor isso "a ferro e fogo" principalmente as pessoas que ama. Eu acredito que esse "desespero" vem da falta de prática da empatia, e hoje realmente entendo que muitas delas querem realmente nosso bem, mas isso é apenas uma das muitas coisas necessárias para ajudar alguém. Parece cruel, mas bombeiros experientes "proíbem" que um acidentado seja removido do solo por pessoas despreparadas, isso pode agravar ou até criar novas lesões e quanto mais envolvidos com a vítima, mais difícil é obedecer essa ordem.


 Pensando nesse exemplo hoje vejo que nem todos que "atacam" os outros querem seu mal, nem todos que te "agradam" querem seu bem e tenho uma visão diferente sobre eles, o que me traz paz. Então, que tal imaginar a empatia como um alimento, algo que tenhamos que incluir no dia dia para que ele seja melhor para nós e nossos próximos? Eu comprei essa ideologia e tenho tido menos problemas, me sinto um ser mais agradável, mas como tudo, essa ideologia requer prática, e não é por não ter conseguido hoje que não vou conseguir amanhã, e vendo meus próprios erros nessa caminhada, passei a ver que nem todos que pregam algo que não conseguem fazer são hipócritas, podem ser apenas aprendizes preocupados em ensinar algo que realmente acham bom, podem estar ansiosos para compartilhar algo que não executam direito, mas se não for esse o caso, sou livre para escolher o que sigo ou não, só não vou mais deixar de fazer algo que eu acredite ser certo mas seja difícil apontando o erro do outro que tenta me ensinar, nem deixar de tentar só por hoje não conseguir, e quando me julgarem vou lembrar que eu também já julguei e como doeu ser atacado por tentar ajudar. E se os que me julgam não quiserem me ajudar?  Bom aí eles precisam também do meu amor e não só da minha empatia, e hoje talvez os trate como o acidentado, o qual não posso remover nem ajudar, e amorosamente apenas me afasto, para não desgastar a relação :)

  E é isso pessoas, espero que tenham gostado, muito grato pela visitinha :)
   Grande abraço e fiquem bem :)

  Imagens via : Pexels.

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Mari

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Casa não é um lugar casa é um sentimento, adoro o universo da decoração principalmente se vier carregado de afeto e aconchego, refletir sobre a vida, caminhar na natureza, costurar me faz sentir que posso transformar tudo a minha volta.

Daniel

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Olá pessoas aqui é o Dani, beleza? Amo conversa e boa música e se tiver um café então ... Vou expor algumas idéias e experiências aqui e espero que curtam, espero que minhas palavras possam trazer um pouquinho de luz e amor para quem emprestar um pouquinho de seu valioso tempo :)

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